sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Adore

Rosto, que se transforma em estampa
Vira dinheiro no bolso
Uma idéia se perde e acontece
Exatamente o oposto...

Gosto... não se discute mas depende
Do que vira moda de repente
E quem tá fora da roda é demente,
Só importa o presente...

Gosto, hoje em dia é uma questão de gasto,
Então comemos do mesmo pasto,
E é tão gratuita ignorância
E futilidade...

Rosto... com prazo de validade,
Descartável gosto imposto
Ossos do ofício da vaidade
idade... idade... idade...

Encontre alguém para idolatrar,
E se dopar, e se alienar...
Encontre alguém para adorar...

1 comentários:

Camila Karina disse...

Olá Evandro, fico lisonjeada por ter o "Paralelos do Cotidiano" como leitura cotidiana aleatória.

Seus textos parecem fúria/mansidão. É possivel não?

Continuemos compartilhando os entedimentos das palavras. Até mais

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"Memento homo, quia pulvis es et in pulverem reverteris."

Memento: (latim) 1. Lembrar, lembrança; 2. Pequeno caderno de memórias pessoais, diário de anotações.

A memória é uma ilha de edição. A imaginação é a memória, enlouquecida.

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Garuva, Santa Catarina, Brazil
"Somos, enfim, o que fazemos para transformar o que somos. A identidade não é uma peça de museu, quieta na vitrine, mas a sempre assombrosa síntese das contradições nossas de cada dia..."(Galeano) Sou mais um "bicho humano, fodido mas sagrado, e à louca aventura de viver no mundo".